sábado, 21 de junho de 2025

É quando pões em causa toda a tua caminhada que aqueles que mais amas te dão motivos para continuares a caminhar. Incessantemente, sem parar. É quando te sentes cansado de todo o trilho precorrido na ânsia de encontrares um lugar para descansares o teu corpo dorido, que a fé te encontra no abismo da tua crença e te volta a fazer ter esperança de que esse lugar um dia vai lá estar á tua espera para que possas finalmente repousar...

domingo, 3 de março de 2024

Esqueci o nome das coisas, esqueci quem sou e o que faço aqui já não importa. 
Sonho acordada sempre que uma brisa no rosto me toca e me trás a memoria de ti.
O que sinto já não importa pois há muito que perdi o rumo. 
Sou um sopro de vento no inverno, perdido á deriva entre becos e ruelas vazias, despidas e esquecidas e com tão gigantesca saudade de vida! 


Viver. Aceitar. 
Escrever sem poder apagar.
Aceitar sem me poder libertar.
Viver. Aceitar.
Engolir o choro, a revolta, o grito mudo que me devora de dentro pra fora! 
Viver, aceitar... Chorar!
Porque quem chora não é fraco, é forte o suficiente para entender que lágrimas libertam e que a liberdade é sentimento. Que sentimento é alimento. E viver é uma fome sem fim.

 Sentimentos bons aninhados no peito fazem crescer os sonhos, sabias? São fertilizantes da alma! Trazidos por mãos cuidadoras que nos tocam sem sequer nos encostar. 

Sentimentos bons criam raízes que se espalham por dentro e nos fazem mudar lentamente por fora... 


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

     O vento sopra lá fora, arvores presas á terra soltam suas folhas e deixam-nas seguir com ele para onde quer que as leve. Na vida somos todos árvores. Troncos resistentes e raízes profundas seguram-nos á vida de forma insistente, resistente, paciente. As tempestades da vida arrancam de nós pedaços daquilo que fomos enquanto nos moldamos para o que possa vir. É um eterno moldar, um eterno desfolhar, e mesmo que a arvore pareça imóvel as suas folhas nunca ficarão para sempre presas ao mesmo lugar…

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Há memorias que são tão leves de recordar! 
Sempre ouvi os mais velhos dizer que a vida não é um mar de rosas, então não é que tinham mesmo razão?! 
A verdade é que no mar lavam-se as lágrimas e as rosas guardamo-las no coração! 


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quando não se nasce com raízes, não nos poderemos jamais plantar.
Quando não se encontram certezas não há porque ficar.
Tudo muda, tudo passa. Nada permanece infinitamente no mesmo lugar.
Vivemos o nosso tempo de vida, que um dia irá terminar.
Ódio, revolta e tristeza tornam as bagagens pesadas e não as poderemos carregar. Tolos de orgulho não compreendemos que a vida não se trata de um jogo e que ninguém está aqui para ganhar, porque no final todos perdem a vida sendo essa a única certeza que podemos preservar.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sabes o que é o silêncio? Não é quando não tens nada para dizer, silêncio é quando calas as palavras 
quando engoles o teu choro e sentes o seu lento sufocar.
Silêncio não é quando vives calado sem nada a acrescentar, silêncio é quando tens um turbilhão de pensamentos 
sofridos que não podes libertar.
A tua existência não é sentida, acumulas os dias que são todos iguais. 
Dias após dia, hora após hora... vives dentro de numa bolha fina e enfraquecida mas de onde pensas não conseguir sair jamais.
Vives adormecido pelo embalo lento que crias-te, na espera eterna de uma colisão que te possa libertar.
E eis que te sentes a despertar... 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tu estás a crescer. Todos os dias nesta tua tenra vida, estás a crescer. Um dia destes os meus braços já não te vão conseguir elevar ao meu colo, um dia destes serei eu a mais pequenina. Serás adulto e a tua voz será forte, tão forte quanto os teus braços. Serás responsável e a maturidade das tuas conversas de pessoa crescida farão os meu olhos transbordar de vaidade desmedida.
Prometo continuar a ser chata, a pedir-te que vistas o casaco e que não deixes comer no prato. Prometo continuar a dar-te sermões se achar que os mereces ouvir. Continuar a ser a tua estrela guia. O teu farol. A tua fonte de energia.
Mas sobretudo prometo continuar aqui, sempre a acreditar em ti. 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

É noite, paira o silencio em redor de nós.
Deixei que noite chegasse e te abraçasse num aconchego sem fim.
Vejo-te dormir, completo e verdadeiro pedaço desfragmentado de mim, contemplo-te e tenho vontade de te roubar ao tempo.
Viajas por mundos imaginários és caçador de sonhos e o teu sorriso é fraqueza em mim, pequeno guerreiro com armadura de cetim!



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Filho, posso confessar-te um segredo? Os dias sem ti passam devagar, os ponteiros do relógio estão de mim a troçar… apenas se movem se eu os olhar. Já tentei cair no sono e sonhar contigo, mas a saudade que tenho de ti faz o meu cérebro despertar.
Cá em casa sem ti só se ouve o silêncio e nem os pássaros param no jardim para nos cantar chilreios sem fim.

Eu costumava ser assim. Ter tudo arrumado, toalha limpa na mesa e chão imaculado.
Costumava ler um bom livro com uma caneca de chá a acompanhar, mas depois descobri que livro bom são as histórias de embalar para depois adormecer a teu lado ouvindo o teu respirar.
Eu costumava gostar dos dias de chuva porque que me faziam relaxar, mas depois descobri o quão maravilhoso são os dias de sol porque posso contigo brincar!

Aquela que fui se me pudesse ter conhecido é certo… que me iria invejar.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015


Agarras a minha mão no mesmo instante em que tocas o meu coração. A poeira cobre-me os pés mas eu sinto-me a caminhar nas nuvens!

segunda-feira, 27 de julho de 2015


                                                      Uma casa, um lugar... uma família.

Estas paredes que nos cercam e se levantam de encontro ao céu, estas paredes que são testemunhos silenciosos de um desenrolar de vidas que se entrelaçaram, que se ligaram ou até mesmo afastaram.
Estas paredes que nos admiram caladas, que agora vivem na penumbra, apenas de memórias revestidas de um passado que acabou.
O vazio é agora quem a habita, e embora de portas abertas ao mundo ninguém mais a visita.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

As chuva caí la fora, são lágrimas do céu vertidas pela crueldade que paira por este mundo fora.
As gotas que embatem nestas vidraças estalam e deslizam deixando um fino traço, uma corrente de esperança que as segue até ao infinito... não existe fim, a imortalidade foi-lhes concedida nos primórdios do tempo.
Saiu porta fora deixo-me levar por essa corrente que me banha e me afunda, purifico o meu ser com essa imortalidade momentos antes de me devolver à superfície perigosa que me sustenta.

É dia novamente... a cortina negra da noite foi uma vez mais levantada. Coloquei os pés no chão e debrucei o meu corpo sobre a janela, não conheço esta brisa que corre mas tenho vontade de fugir com ela! 



sábado, 13 de junho de 2015

Tempo, tudo o que precisamos neste tão curto tempo de vida, é de tempo.
Tempo para entender, tempo para esquecer e até mesmo para perdoar.
Vivemos apressados, orgulhosos, viciados nestes nossos egos inflados, tolos não compreendemos que neste desfolhar apressado de capítulos saltados o livro não terá mais paginas para nos mostrar...













segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sou carne, as amarguras rasgam-me a pele e por isso sangro, depois disso uma cicatriz nasce e uma força renasce! Sou eu quem escolhe entre a vitória e o fracasso, entre o cair e o levantar, porque sei que as vitórias apenas se alcançam se nunca pararmos de sonhar. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por vezes é bom saber entender que tudo tem um fim. Tal como a cada dia em que saboreamos o sol e vivemos ansiosos pela sua partida, que nos oferece o regresso da lua. Partir não tem de ser uma tortura, é apenas o desfolhar da pagina, violento ou subtil, que dá o balanço necessário á nossa frágil vida. As ilusões confundem-me a mente, as palavras que se formam perdem-se na pressa de ser ouvida. Estou aqui mas sinto-me tão distante, longe do que fui e do que quero ser. Os caminhos que trilho não me querem pertencer. Vou correr, partir de mim para fora, viajar no tempo, despedir-me sem demora. Porque partir não custa nada! O que custa é levar o passado clandestino ao peito e as bagagens cheias de lembranças de outrora.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Aqui me sento no final do meu dia longo, olhando e contando todas as estrelas que brilham neste meu céu já de negro pintado. O dia corre depressa, são os minutos acelerados das nossas vidas que não podemos segurar, o tempo não nos pertence mas nós pertencemos ao tempo e é este aqui e agora que eu vou querer para sempre lembrar. Aqui me sento e como uma árvore me planto, as memorias são como raízes buscam o profundo para me poder segurar á frágil vida. Aqui me sento de cabelos ao vento a recordar...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011


Sou um sopro de vento no inverno gelado perdido á deriva, entre becos e ruelas vazias que me trazem a memoria de ti por tão gigantesca saudade de vida! Avó...